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Escolas de Boston descartam mapa-múndi “distorcido e desatualizado” em prol de uma versão mais precisa

Escolas de Boston descartam mapa-múndi “distorcido e desatualizado” em prol de uma versão mais precisa
 

Numa tentativa de dar às crianças uma descrição mais exata do mundo, as escolas de Boston descartaram uma versão amplamente utilizada do mapa-múndi, por ser distorcida e desatualizada.
Professores de Estudos Sociais nas escolas públicas de Massachusetts abandonaram o mapa da Projeção de Mercator (foto acima) na semana passada.
Agora, eles estão utilizando uma outra versão, a Projeção de Gall-Peters, que dá uma visão mais precisa do planeta.
O mapa de Mercator é controverso, já que ele faz a América do Sul parecer tão grande quanto a Europa, quando na verdade, é quase duas vezes maior.
A Groelândia também parece ser do tamanho da África no mapa, quando na verdade é 14 vezes menor.
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A Projeção de Gall-Peters já está sendo usada nas escolas de Boston (Foto: Wikimedia)
As escolas de Boston estão seguindo as diretrizes das Nações Unidas, que afirmam que a Projeção de Gall-Peters traz uma representação mais correta do mundo.
Acredita-se que Boston representa o primeiro distrito de escolas públicas dos Estados Unidos a optar por um novo mapa oficial.
Professores da 2ª, 7ª e 11ª séries já começaram a usar o novo mapa com seus alunos.
“Algumas reações dos alunos foram bastante engraçadas, mas também foi incrivelmente interessante vê-los questionar o que eles achavam que sabiam”, disse Natacha Scott, diretora de história e estudos sociais nas escolas públicas de Boston, ao the Guardian.
A Projeção de Mercator foi criada pelo geógrafo flamenco Gerardus Mercator, em 1569, e se tornou o mapa padrão em todo mundo.
No entanto, ele retrata uma visão muito eurocêntrica e distorcida do globo por causa de sua tentativa de descrever um planeta redondo em um mapa plano.
A Projeção de Gall-Peters foi apresentada pelo historiador alemão Arno Peters, em 1974, e combina com uma obra do século XIX, do cartógrafo escocês James Gall.
Colin Rose, assistente superintendente de oportunidades e conquistas para as escolas públicas de Boston, disse ao Guardian: “Talvez possamos nos tornar um exemplo para outros distritos escolares”.
“É uma quebra de paradigma. É importante que os alunos confiem no material que recebem na escola, mas também que sejam capazes de questioná-lo”.
“O mapa de Mercator é uma representação simbólica que colocou a Europa no centro do mundo. E quando você continua a mostrar de maneira imprecisa imagens de lugares onde a herança das pessoas está enraizada, isso causa um certo efeito nos alunos”.


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